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PARACELSO: Este é o cognome do alquimista e médico Suíço Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (1493-1541) )
As 7 regras de vida de PARACELSO Atualizadas
Ler sempre para se lembrar... 1) Antes de tudo é preciso melhorar a saúde.
Para isso, é preciso respirar com a maior freqüência possível, profunda e ritmicamente, enchendo bem os pulmões de ar puro.
Diariamente beber aos poucos, 2 litros de água, comer muitas frutas, mastigar bem os alimentos, evitar o álcool, o cigarro e os remédios, a menos que estejas te tratando de algum mal grave.
Banhar-se todos os dias é um hábito necessário para a tua própria dignidade. 2) Afastar definitivamente de teu ânimo, por maiores que sejam as razões, toda idéia de pessimismo, rancor, tédio, tristeza, vingança e pobreza.
Fugir como o diabo da cruz das pessoas maledicentes, negativas, murmuradoras, indolentes, fofoqueiras, vaidosas, vulgares e inferiores por sua natural inclinação pelo baixo entendimento das coisas ou pela sensualidade que formam a base do seu discurso ou de seus afazeres.
A obediência a essa regra é a única forma de mudar o teu destino porque este depende de nossos atos e pensamentos. 3) Faça sempre todo o bem possível.
Ajude a todo infeliz sempre que te seja possível, mas jamais seja fraco com nenhuma pessoa.
Deves cuidar muito bem de tuas energias e fugir de toda sorte de sentimentalismo. 4) É preciso esquecer toda e qualquer ofensa.
Mais ainda esforça-te para pensar bem de teu pior inimigo.
Tua alma é um templo que não deve jamais ser profanado pelo ódio.
Todos os grandes seres se deixaram guiar pela sua suave voz interior.
Mas, essa voz não te falará tão cedo.
É necessário preparar-se por um tempo e destruir as camadas superpostas de velhos hábitos, pensamentos e erros que pesam sobre o teu espírito, que é divino e perfeito em si mesmo, porém, impotente diante da imperfeição do veículo que ofereces para sua manifestação. A carne é fraca.
5) Todos os dias deves recolher-te num lugar em que ninguém venha te perturbar, ainda que seja por meia hora, então senta-te confortavelmente com os olhos meio fechados e fique sem pensar em nada. Isso fortalece poderosamente o cérebro e o espírito, e te porá em contacto com as boas influências da vida.
É nesse estado de recolhimento e silêncio que costumam acontecer idéias luminosas, capazes de mudar toda nossa vida.
Com o passar do tempo, todos os problemas que se apresentarem serão resolvidos com a ajuda de uma voz interior que te guiará nesses momentos de recolhimento, sozinho com tua consciência.
Esse é o Divino Daimon, do qual nos fala Sócrates.
6) Deves guardar absoluto sigilo de teus assuntos pessoais.
Abster-se, como se tivesses assumido solene juramento, de te referires aos demais, ainda que de teus mais íntimos, de tudo aquilo que pensas, ouças, aprendas, suspeites ou descubras.
Por um bom tempo tu deves ser como uma casa fechada ou um jardim interno.
Esta regra é de absoluta importância.
7) Jamais tenha medo dos homens nem do futuro.
Fortaleça e mantenha limpa a tua alma e tudo sempre sairá bem para ti. Jamais acredite que estás sozinho ou que és fraco porque atrás de ti se ocultam exércitos poderosos, que não imaginas nem em sonhos. Se elevas teu espírito não haverá mal algum que possa te alcançar.
O único inimigo a quem deves temer é a ti mesmo. O medo e desconfiança no futuro são os geradores funestos de todos os fracassos, atraindo más influências, e com elas, o desastre. Se tu estudas atentamente as pessoas de boa sorte verás que intuitivamente elas cumprem em grande parte as regras acima.
Muitas que alegam possuir grandes riquezas certamente não são assim tão boas pessoas, no sentido de retidão, mas certamente também possuem muitas das virtudes mencionadas.
De outro lado, riqueza não quer dizer felicidade.
Pode até ser um dos fatores que nos leva à felicidade pelo poder que nos dá para fazer grandes e nobres trabalhos.
Porém, a felicidade mais duradoura é aquela que se consegue por outros caminhos, nos quais não impera o antigo Satan das lendas, cujo verdadeiro nome é egoísmo. Jamais reclames de nada, domina teus sentidos e fuja tanto da modéstia quanto da vaidade.
A modéstia tolherá tuas forças e a vaidade é tão nociva que se poderia até chamar de pecado mortal contra o Espírito Santo.
PARACELSO FRC
ARNALDO JABOR OS HOMENS DESEJAM AS MULHERES QUE NÃO EXISTEM
Imagino que esse texto continuará atual por muitos anos.
Nunca as mulheres foram tão nuas e "livres" no país. Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em Hitler. Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...). Talvez esse artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil: já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus. O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..." Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro (claro), marido, lugar, social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem. Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem. A pessoa delas não tem mais um corpo: o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. Mas os que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas ferraris, armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens? Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?". Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..." Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejos para me vender satisfação. A dificuldade de realizar esse sonho masculino é que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas, ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas; embora tenham que ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção, quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na "Casa dos Artistas", limpando tudo numa faxina compulsiva. Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas "relax for men", essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetiza o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existem... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food not stupid conversation". Esta é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade. A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso; superobjetos se pensando livres, mas aprisionados numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do séc. XXI? Será que fui apenas barrado no baile?
Autor: Arnaldo Jabor transcrito do site: PARA LER E PENSAR! Observação: infelizmente por causa de algumas palavras no texto do Jabor, acima, meu humilde e amador blog, no site "Doctor Speedy da Telefonica" entra na categoria de sites pornográficos. :-(